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LEONISMOS

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10
Out16

Nunca mais apanho um táxi, e faço-o pelos taxistas

Leonardo Rodrigues

Hoje escrevi o seguinte no Facebook:

“Os taxistas decidiram ser razoável vandalizar o carro de um condutor da Uber. Pensei: "Vou incendiar um táxi". Sendo um pouco ponderado, concluí que se o carro não é meu, não tenho de lhe tocar. Alguém consegue explicar este meu mood swing em taxistês?

Quando passei para o Twitter, achando eu que era um tweet conciso, tive que passá-lo a:

Os taxistas decidiram vandalizaram um carro da #Uber. Pensei em incendiar um #taxi. O senso comum não autoriza. Como se diz isto em taxistês?” 

O Twitter não vandaliza, espanca, cospe, rouba nem sofre de ignorância, mas obriga-me a usar 140 carateres. É um ultraje e por isso uso-o poucas vezes. Alguns taxistas fazem o que escrevi na linha anterior. Essas ações são um ultraje maior, então, tal como com Twitter, sempre usei pouco os táxis.

Dito isto, o Twitter, embora queira que me deixe de Facebooks, não me obriga a nada e lá vai inovando no que o seu formato permite. Se um excluísse o outro, utilizaria o Facebook. É o menos hipster, bem sei. Se os taxistas querem excluir um, levam-me a excluí-los e optar pela Uber.

Agora ocorre-me algo melhor: é como se um iogurte Danone não deixasse que o de marca branca fosse vendido no mesmo supermercado. O que o iogurte de marca não sabe é que o outro é muito semelhante, o rótulo e o preço é que mudaram, para alegria de quem prefere iogurtes mais baratos.

Bebi demasiado café e ainda consigo fazer mais uma analogia. Os taxistas não são reles, mantêm uma relação de dependência, permitam-me, tipo puta-chulo com as empresas para as quais trabalham e para com o Estado. Tranquem as portas e coloquem os cintos de segurança porque o post não termina aqui e eu, de vez em quando, até gosto de justificar o que escrevo.

O taxistas apregoam vazio legal, que o prove o #taxipocalipse de hoje.

Numa das últimas vezes em que precisei de um táxi estava visivelmente transtornado, sem vontade de falar para além do nome do destino, mas o taxista insistiu em conversar comigo. Ninguém se surpreende se disser que o tema foi a Uber. No meio da confusão que lhe foi incutida, percebi uma coisa: a Uber para eles é má porque não paga o CO2 formado durante a respiração dos passageiros.

Concluí, ainda, do discurso cegamente apaixonado que temos um excesso legal para os taxistas, os quais muitas vezes nem viaturas próprias têm. O valor exorbitante que é cobrado, para além das taxas ridículas a que está sujeito, pertence  à empresa para as quais trabalham, e só depois, então, é que chega ao taxista. Não tive coragem de perguntar quanto ficava do pagamento para o taxista, mas perguntei a um motorista da Uber descaradamente quanto ganha e é um salário digno.

Isto não deveria ser revoltante. Se os taxistas sentissem que podem prestar um serviço de qualidade - mais importante para a Uber do que para a ANTRAL - , já se tinham juntado à Uber e começado a ganhar dinheiro, também este sujeito a impostos, numa empresa com uma visão modernizada.

Nunca mais apanho um táxi, e faço-o pelos taxistas.

 

 

 

 

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