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LEONISMOS

01 de Outubro, 2019

Feng Shui: Sentirmo-nos bem em casa

Leonardo Rodrigues

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Há muito que pensava escrever este post sobre sentirmo-nos bem em casa, creio que os asiáticos resumiriam o que vou escrever em feng shui, mas como pouco sei desta arte lá tenho de escrever sobre a minha experiência. 

Mais do que em deus ou outras entidades, eu acredito em energia. É intangível, mas sente-se, está em todo o lado. A expressão ambiente ou clima de cortar à faca é isso, uma energia que de tão forte, pela negativa, é palpável, e quase dá para manipular, cortar, no mundo físico. 

Acho que à semelhança de todas as leis, dogmas e coisas do domínio do extraordinário, é possível simplificar e encontrar algo ali para todos. Estes estados e sentimentos são uma troca entre o que está fora e está dentro.

Nos sítios por onde tenho passado, quer seja ao nível da casa, faculdade ou trabalho, geralmente consigo encontrar a minha paz junto de janelas ou onde existem plantas ou árvores. Por vezes quero estar longe de todos, outras junto de pessoas com quem me sinto em sintonia. 

A casa nem sempre tem de ser o espelho de como nos sentimos, por vezes tem de ser de como nos queremos sentir. Afinal de contas a casa é um refúgio onde estamos protegidos, nas paredes e objetos que carregam memórias, conversas e histórias. Quando não me sinto bem em casa, sei que é altura de mudar algo, adicionar e, mais frequentemente, remover. 

Confesso que cá em casa somos os três um pouco desarrumados, especialmente a cadela. Ter a casa limpa e arrumada não chega. Onde as coisas estão faz toda a diferença. E por isso proponho, porque já o fiz, olhar e perguntar: onde é que as coisas fazem sentido estar? Há sempre um sítio mais inteligente, funcional e confortável para tudo o que temos em casa. Desenhar ajuda. Mais frequentemente do que queríamos admitir, por vezes esse sítio é o lixo, e descobrimos na forma de desapego. 

Para mim, além das mudanças que fazem sentido, o que mais conforto me trouxe foram as luzes. Agora temos mais focos de luz quente, mas menos intensa, o que cria uma atmosfera mais homy e acolhedora. Quanto aos móveis, numa das configurações, descobri ser possível a partir da poltrona observar apenas as árvores do jardim em frente. Na ausência de mar, é o verde que apazigua e é esse verde que trouxe para dentro de casa na forma de plantas, árvores e flores. 

E é assim, mudando isto e aquilo, umas vezes mais fora do que dentro, que podemos encontrar o equilíbrio, assuma o nome e forma que assumir.

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