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LEONISMOS

LEONISMOS

23
Fev17

Descobrir as Origens em Foz Côa


Leonardo Rodrigues

Estar a uma hora de Foz Côa sem lá ir parece mal. Tanto que parecia que fomos, quase movidos apenas por vitamina C e cafeína. 

Se há algo que não me canso de dizer é que as nossas auto estradas e estradas são lindas. Especialmente a que nos leva a Vila Nova de Foz Côa. Não me refiro ao alcatrão, que por vezes falha, mas às vistas, claro está. 

Embora o caminho nos parecesse belíssimo, pelo verde, pelas casas que íamos avistando aqui e ali, pelas bermas feitas de pedra, nada nos poderia preparar para o que veríamos uma vez no museu. Veríamos o que a seguinte fotografia, que não me permiti editar, captou. Sem pôr nem tirar. 

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E com esta vista ficámos durante muitos minutos, alternados entre contemplação profunda, gratidão por estarmos os dois ali e fotografias, muitas fotografias, não vá a cabeça esquecer.

O museu realmente está muito bem enquadrado na paisagem - tanto que no regresso tive de esforçar as vistas para conseguir ver. O que o típico turista não reflete é que lá, além de artefactos correspondentes a várias épocas, só temos representações das gravauras. Essas permanecem, muito respeituosamente, na rua, nas rochas onde foram encontradas. 

 

Como a sorte esteve sempre do nosso lado, chegámos a tempo de ver ver o museu e de comprar os dois últimos lugares para a última visita guiada às gravuras existentes em Penascosa. Recomendamos que façam ambas sendo que o valor combinado é de 12 euros. Temos apenas de assegurar o transporte do Museu até Castelo Melhor - uns 30 km - , o ponto de partida para vermos o que resta da arte rupestre em Penascosa.

Uma vez na aldeia pitoresca, é hora de descer aos confins e começar a recuar na História, num todo o terreno, por um caminho de terra batida. O caminho fez-se com dificuldade, mas, como qualquer dificuldade em férias, ultrapassou-se graças à boa companhia e, sem me querer repetir, às vistas. De um lado as vinhas, do outro as oliveiras. As montanhas pareciam não terminar, mas as casas sim e as pessoas com estas.

É um privilégio estar cá em baixo. Sente-se um misto de emoções que me fizeram sentir tão grande e tão insignificante em simultâneo. Ouvi com alguma atenção o que a guia automatizada nos disse, mas não conseguia evitar em dispersar-me do pequeno grupo para contemplar o que me envolvia. Duas margens do Côa, num local remoto, intocado, a anos luz de ser tão pisado como o Terreiro do Paço. Com a distância certa era possível ouvir apenas os pássaros e a água, tão perto, tão calma. Faz-nos sentir perto de quem fomos, pensar ao que vamos e, como um amigo meu costuma dizer, regressar às origens.

 

 

Claro que a mente divaga, após as aulas de História destas viagens dentro do país é fácil ver os nossos antepassados que nos deixaram, sob a forma de arte - acredita-se realmente que as gravuras foram feitas por artistas - a preencher as montanhas e a caçar. É também interessante pensar na responsabilidade da arte que carrega as nossas inquietações desde muito cedo, primeiro a caça, depois a religião e agora tudo. Somos muito mais.

De volta a Castelo Melhor, não conseguimos resistir aos encantamentos de uma vendedora - novamente, eu sei - e comprámos um licor biológico de vinho do Porto que só pode ser comprado ali, um vinho e amêndoas caramelizadas com açúcar e canela. 26 euros bem empregues. Já só resta o licor. 

Ela deu-nos uma dica para a nossa próxima e última paragem antes do regresso a Juncais, a Capela de S. Gabriel. Posso escrever apenas que apetece mais do que voltar à origens lá de cima, apetece não partir nunca e as fotos têm voz própria.

 

 

 

Novamente em "casa", Fornos de Algodres, comemos muito bem - e barato -  num restaurante chamado A Praça. Lá em cima é tudo em grande, duas doses gigantes, garrafa de vinho e sobremesa por menos de 20 euros.

A noite, antes de voltarmos ao calor da nossa salamandra, acabou junto ao Mondego a contemplar as estrelas e a lua, que lá em cima se avistam melhor.

 

Fiquem atentos aos próximo capítulos do Leonismos e sigam a página no Facebook e no Instagram - onde têm um sem fim de sítios maravilhosos à dsiposição dos olhos. 

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